10 outubro 2015

LIVROS: A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

Markus Zusak estava mesmo afim de emocionar quando escreveu esse livro. A história acontece na Alemanha durante a segunda guerra, mas não é exatamente sobre a guerra que o livro fala, é o que acontece em volta dela, enquanto a guerra está acontecendo e matando milhares de pessoas, o que acontece com as famílias ao seu redor? Dá para viver no meio de tudo isso? Com a palavra... a MORTE

Isso mesmo, foi a primeira coisa que me impressionou no livro, a frase na capa de trás que me instigou a leitura é mais do que verdadeira: "Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler". 

Quem narra a história é ela mesmo, a morte, conta como é recolher as almas e deixar outras, nessa ocasião a morte não é a vilã, imaginei ela como uma senhora cansada e abarrotada de trabalho. 

A morte é vidrada na história de vida de Liesel, a menina que ainda não sabia, mas se tornaria uma grande roubadora de livros, ela não se importou, ficou até lisonjeada com o tão nobre título diante a tantas tristezas e desencontros. Acho que a morte se sentiu culpada por arrancar o irmão da garota e fazer com que os pesadelos a dominassem quando ela já tinha tantos problemas, e imaginem só, esse é só o comecinho do livro. Uma garotinha de 11 anos deveria ter outra história, então a morte a acompanhou de perto, em todos os sentidos, para acompanhá-la e narrar sua história para nós, e para arrancar quantas pessoas queridas ela pudesse, não que ela queira, seu trabalho é somente carregar pesadas almas. 

A primeira vez que o livro me arrancou lágrimas eu já estava quase alcançando a metade, foi lá na página 200 que Max, senhor pelo qual Liesel conheceu de forma muito curiosa e criaram uma relação admirável, fez um presente para a garota, do nada, com o que havia nas mãos, ao ver o presente na íntegra não sei se me emocionei mais com a intenção de Max, com o capricho, as ideias ou com a veracidade que foi exibida a nós. 

O livro tem 478 páginas, não é uma leitura fácil, pesa as vezes, mas com tamanho sofrimento que ele carrega, como não pesar? e para ajudar tem inúmeras ilustrações, o livro é bem bonito, me incomodou um pouco a quantidade de palavras alemãs, que mesmo acompanhada de seus significados pronunciá-las foi um desafio que as vezes me desconcentrava da história. 

Não que o livro seja ruim no começo, um pouco cansativo talvez, mas do meio em diante fica bem melhor. 

O sofrimento é imenso, a fome, a dor, as doenças, o medo... mas, tem muitas coisas bonitas, amor, preocupação com o próximo, amizade verdadeira, inocência...

Quando o livro termina Liesel já tem quatorze anos, como se isso fosse muito para ter tudo o que ela tem a contar, mas ela tinha, ah como tinha. 

Dado importante desse livro: 
As palavras fazem morrer, e fazem viver. 

Estou muito curiosa para ver o filme, mas quis finalizá-lo primeiro para ter o menos de comparações possíveis, não que depois de assistir eu não irei voltar aqui com os comparativos, eu não gosto muito disso, mas é mais forte do que eu, vai ser logo, hoje a noite quero assisti-lo. 

A minha edição já é com a capa do filme, é linda, mas achei a capa original mais bonita: 

              CAPA DO FILME                                             CAPA ORIGINAL




























Depois ainda tem mais um capítulo com algumas notas da morte, o livro é dividido em dez partes e cada um deles têm vários subtítulos, no último a morte nos fornece algumas informações para não ficarmos querendo saber além da última página, ela fornece o nosso final. 

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