18 fevereiro 2016

CIDADES DE PAPEL: O FILME


Lançamento: 09 de Julho de 2015
Duração: 1 hora 49 minutos
Direção: Jake Schreier
Gênero: Romance adolescente, aventura

Baseado no best-seller de John Green 



ELENCO: 

Quentin: Nat Wolff
Margo:  Cara Delevingne
Ben: Austin Abrams
Radar: Justice Smith
Lacey: Halston Sage
Jéssica: Jaz Sinclair

Antes eu lia o livro, assistia ao filme e depois vinha falar sobre eles com vocês, só que eu perdia a concentração e não conseguia falar nem de um e nem de outro direito, me concentrava apenas nas comparações, eu tentava fazer diferente, mas era em vão. 

Então agora desenvolvi uma técnica infalível, vocês que me conhecem sabem que estou
sempre buscando um jeito de me organizar melhor, agora eu leio o livro, falo sobre ele com vocês e só depois assisto o filme, por último volto aqui para falarmos das comparações, só porque eu adoro fazer isso. 

Sobre o filme, só sobre ele, é um filme bom, cheio de energia, agitação e emoção, os artistas vivem os personagem de uma forma vívida, intrigante e que chama a atenção, a produção caprichou e gostei inclusive das partes narradas. 

Não gostei do fato de cortarem no meio as aventuras da noite mais longa da vida de Q, resumir isso foi assassinar o livro, mudaram a vingança de Margo com a Lacey e isso eu compreendi bem, a Lacey do filme é ainda mais doce do que a do livro e seria pesado demais um peixe esmagado no bando do carro dela e encapar o carro com papel filme além de mais leve, foi mais criativo, digno de se perdoar e tomar todas as decisões que a Lacey tomou depois do sumiço da Margo. 

O final teve uma ligação forte com o livro, porém, com mudanças radicais também e do mesmo jeito que não curti muito o fim do livro, não achei aquelas coisas o final do filme também, mas isso é porque eu sou muito romântica e em ambos o que eu queria ver era a Margo pulando no colo do Q e os dois viverem felizes para sempre, só que isso não seria um jeito Margo de ser, as atitudes dela sim, talvez seja porque somente o John Green a conheça verdadeiramente, e o que me parece essa história de felizes para sempre ficou apenas por conta dos contos de fadas mesmo, até os livros e filmes estão mais ligados a vida real do que as fantasias. 

A mensagem do livro é mais bonita, para mim a parte mais incrível foi na página 259 quando o Q descobre que ele não tem que entender a Margo, ele tem que ser ela para entender os seus pensamentos, "Não perguntar o que o ferido quer, mas sim, ser o ferido", tiveram tantas partes narradas iguaizinhas ao livro, para mim essa fala tinha que aparecer e isso sim foi uma falha. Esse momento do filme foi muito sutil, deveria ter mais enfoque. 

Mas, eu gostei do filme e me diverti assistindo, estou tentando parar de ser tão exigente e ficar brava por mudarem algumas vírgulas nas adaptações cinematográficas, filme é filme e livro é livro, certo? ... Estou lutando para compreender isso, nesse caso, o filme nem fugiu tanto assim, o enredo é o mesmo, muitas falas iguais que me fazem vibrar quando as reconheço, a mensagem é a mesma, só menos direta. 


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