15 fevereiro 2016

CIDADES DE PAPEL

Ufaaaa..... eu ainda amo o John Green, que susto. 
Por algum motivo eu sempre idolatrei o cara sem nem ao menos ter lido uma obra dele, talvez seja pela maneira que ele cativou o público, conquistou os adolescentes, ganhou um espaço respeitável para seus livros e por ter assistido "A Culpa é das Estrelas" e amado. 

Tudo quase foi por água a baixo quando li O Teorema Katherine e realmente não gostei, muita matemática, não gostei da linguagem, não senti os personagens, ainda bem que eu resolvi dar mais uma chance pro Jonh, Cidades de Papel é totalmente o oposto, é incrível, me arrancou suspiros e me deixou sem ar.  


Cidades de Papel é um livro escrito por Jonh Green publicado pela editora Intrínseca com 361 páginas, mais uma nota do ator e agradecimentos.

Quem nos conta a história é Quentin, um carinha no fim da adolescência que está vivendo um momento de provas finais do ensino médio e formatura, não é do tipo popular, tem dois amigos bem peculiares, Ben e Radar, e desde criança é apaixonado pela sua incrivelmente linda vizinha Margo Roth Spiegelman. 

Os dois juntos, Margo e Q, passaram a infância juntos e dividiram um momento que ficou marcado para sempre na vida dos dois, o destino os separou transformando Margo no tipo de menina que poderia ser rainha do baile de formatura e Q.... era só o Q, mesmo sendo vizinhos quase nunca se falavam, ou nunca mesmo. 

Uma noite Q é surpreendido com Margo batendo em sua janela e ela precisou insistir pouco para que ele saísse para a noite mais longa de sua vida. o mais legal de ler um livro sem ter a mínima ideia do que vai acontecer é que você é sempre surpreendido, fui lendo sobre as aventuras dos dois durante a madrugada pensando ser o ápice da história, mas o melhor ainda estava por vir. 

Eu precisei de cinco anos de faculdade, mas a minha maior lição sobre empatia estava aqui em um romance adolescente:
Não pergunto para o ferido como ele se sente... eu viro o ferido. pag 259 
Essa fala por si só já me dizia muito e ainda era seguida de explicações muito práticas que me pareceu tão boba a dificuldade que tinha para aprender sobre empatia nas aulas.

Na terceira parte do livro Q e seus amigos têm o tempo exatamente calculado para chegar ao seu destino, cada segundo fazia parte das ações, são vinte uma horas divididas em capítulos que me arrancaram suspiros, me deixaram desesperada. 

O livro se torna ainda mais incrível por conseguir me deixar próxima dos personagens, me sentir na história, sentir os ambientes, sentir o que eles sentem, é uma mágica fascinante. 

Apenas o final me deixou um pouco a desejar, não porque não foi do jeito que eu queria, isso até me fez compreender algumas coisas do tipo que nem tudo é como tem que ser, qualquer coisa que envolva pessoas é composto por decisões divergentes, mas porque penso que ficaram algumas pontas sem laços, amizades mal resolvidas, alguns personagens esquecidos. 




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