29 fevereiro 2016

INSURGENTE

E o meu #FevereiroDivergente se encerra nesse dia 29 com a conclusão de Insurgente.

Livro: Insurgente 
Segundo livro da trilogia Divergente, escrito por Veronica Roth em 509 páginas (mais duas de agradecimentos) publicado pela editora ROCCO

Isso quer dizer que meu #FevereiroDivergente vai se transformar em um #MarçoConvergente, a intenção era ter terminado tudo em fevereiro, mas não rolou por dois motivos: 
  • Primeiro: 
Eu não poderia abandonar todas as coisas que tenho para fazer e ficar lendo, isso seria um sonho realizado, mas infelizmente as coisas não acontecem assim. 
  • Segundo:
Insurgente ficou a baixo das minhas expectativas, não me tirou o fôlego e nem deu aquela deliciosa sensação de sede de leitura, o livro é bom, mas não chega nem perto de Divergente

Esse é o problema de "ir com muita sede ao pote", eu queria me surpreender com o segundo livro assim como foi com o primeiro, só que não aconteceu, mas nem tudo está perdido, até o dia 10, lançamento do filme, tenho tempo para ler Convergente tranquilamente, só espero que ele seja eletrizante. 

Acho que sou muito romântica para esse tipo de livro, eu detestei a Tris e o Quatro ficarem brigados quase o livro todo, eu adoro entre uma batalha e outra um climinha só pra variar e recuperar as energias para a próxima ação. 

Outra coisa que me incomodou é que até é normal nossos personagens preferidos cometerem algumas burradas, mas a Tris e o Quatro fazem muitas coisas idiotas durante a história toda, a Tris deveria ter ganho o Oscar por personagem que mais toma decisões erradas e precipitadas. 

No quesito companheirismo e trabalho em grupo esse livro tem nota zero, é cada um por si o tempo todo, um fingimento total que vão trabalhar juntos, mas cada um já tem seu plano mirabolante para agir as escondidas, todo mundo trai todo mundo, para mim tudo teria dado certo se realmente houvesse confiança uns nos outros e cada um cumprisse com sua parte do combinado, as coisas todas só dão erradas quando as pessoas não cumprem com o que prometem, isso vale pra vida real também. 

Uma parte do livro que acho bem interessante e que me fez parar para refletir um pouco antes de prosseguir a leitura foi na página 100 quando a Tris faz a seguinte conclusão: 
Estamos em um depósito dos sem-facção, e os sem-facção que deveriam ser espalhados, isolados e sem comunidade... estão juntos dentro dele. Eles estão juntos, como uma facção. 
Ou seja, o que temos mais parecido com um grupo, são exatamente os únicos que tem permissão para não serem um grupo, as vezes é preciso nos vermos em circunstâncias difíceis para agirmos da maneira que sempre deveria ter ocorrido, eles são expulsos de sua casa, seu grupo inicial, e acolhidos por desconhecidos que aprendem a confiar e montam uma verdadeira organização, a única que funciona de verdade e o fator principal é a confiança, ninguém tem a necessidade de esconder nada e nem de agir sozinho.  

Um fato interessante é que a história soube valorizar o amor, talvez essa seja a verdadeira graça de ver o amor no meio do caos, ele não é banalizado, depois de um livro e meio apenas é que a Tris finalmente disse: Eu te amo, para o Quatro. Claro que ela poderia ter dito isso muito antes e facilitado as coisas, mas aí o momento na página 391 não teria tanto sentido e ficado tão bela, porém, eu também achei que as coisas começariam a se acertar a partir daí, mas estava muito enganada. 

Tiveram muito mais guerras, ataques, desconfianças e traições depois disso, eu cheguei a me cansar da leitura, mas eu juro que as últimas três páginas valeram a pena, o final foi bem instigante e eu ficaria furiosa se o próximo livro já não tivesse nas minhas mãos, só espero que essa não seja a graça, despertar ansiedade para o próximo livro e deixá-la morrer nas próximas páginas. 

A leitura valeu a pena, se eu não tivesse tanta expectativa teria sido maravilhosa, mas como eu esperava muito, deixou a desejar, teve muito lenga a lenga, muita conversinha e pessoas que me irritavam na história. 

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