16 fevereiro 2016

MUDANDO DE FASE

Eu corria muito, atrás de mim tão ou mais rápido um barulho ensurdecedor. Não importa de onde vinha ou o que queria, mas eu precisava fugir por aquele lugar desconhecido, correndo, saltando, escalando, pulando, nadando... 

Até que dou um pulo daqueles que parece que estou caindo em um precipício, abro os olhos e desperto em minha cama tão rápido quanto corria para lutar com o despertador que me perseguia no sonho, ganho um mal jeito no pescoço e o que me parece o relógio tenta me acordar a mais de vinte minutos e eu estou atrasada. 

Tomar banho ou café da manhã? 

Resolvo que pensar me atrasa mais e estou tão molhada de suor que praticamente não tenho outra opção, então corro para o chuveiro. Vestindo calça e blusa quase ao mesmo tempo e driblando a dor do pescoço duro, não da pra ser exigente com as combinações. 

Agarro uma maçã e vou comendo. "Droga, onde eu coloquei as chaves? Ô manhêêê"... a é, ela não está aqui, se estivesse teria um café quentinho e pão me esperando, aliás, se ela estivesse aqui eu não teria me atrasado e talvez nem tido um pesadelo, assim foi o começo do meu primeiro dia morando sozinha, pelo jeito essa faculdade vai me custar mais do que dinheiro... falando nisso, cadê os currículos que eu imprimi? Preciso procurar emprego assim que a aula acabar! 

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