18 abril 2017

EU E O CINQUENTA TONS

Oi meu povo e minha pova, haha !!!

O vidinha difícil essa, mas infelizmente minha ausência não tem sido ocasionada por falta de tempo, porque tempo a gente sempre arruma, quando a gente quer de verdade, quando algo é prioridade na nossa vida, madrugada vira dia, fim de semana vira segunda-feira, horário de almoço não é intervalo... minhas questões são sentimentais mesmo e isso não é segredo pra ninguém.

Eu estou desesperadamente bem, estou feliz e me sentindo completa e radiante, porém estou em fase de reconstrução e isso é um período difícil, se desconstruir e reconstruir é uma das coisas mais doídas da vida, então a questão é que fico meio perdida e não sei o que quero passar adiante, sempre fui adepta a transmitir felicidades, sonhos, realizações.... mas, no momento não é exatamente assim que eu estava me sentindo e acho que todo esse trabalho com blog tem que trabalhar com sinceridade, não quero transmitir nada que não seja verdade.

Falando nisso, andei mudando um pouco as minhas inspirações, calma que eu ainda amo maquiagem e amo minhas blogueirinhas fashonistas de plantão, mas me atentei a algo importante, não é possível que elas sejam 100% verdadeiras, porque ninguém é só felicidade, ninguém acorda perfeita todo dia, ninguém é só look do dia, viagens e coisas boas, duvido que não tenham problemas e me preocupa muito alguém que pode estar passando por uma situação difícil e conseguem posar rindo e sendo fofa o tempo todo, eu fiquei realmente admirada ao saber sobre pessoas que entram em depressão por desejar ter uma vida igual a delas e não conseguirem, isso é grave. É legal transmitir coisas boas, incentivar as pessoas a serem felizes, mas mostrar apenas uma vida perfeitinha parece mais que estão exibindo um troféu que na verdade é impossível de obter.

Por exemplo, vamos falar de Anastasia Steele, afinal o cinquenta tons era pra ser o auge desse post, uma menina absolutamente normal, universitária cdf, inteligente nos assuntos que interessa, tímida, na dela.... e então, "conquista a vida dos sonhos", ou pelo menos é assim na visão das pessoas, afinal, quem imaginaria que a sortuda garotinha que conquistou o solteirão multimilionário bonitão mais cobiçado da cidade poderia na verdade ter problemas tão sérios como agressão. 



É uma trilogia que me chama atenção, mas eu gostei mesmo apenas do segundo livro, ele é meio que a "Suíça", nem pra lá e nem pra cá, tanto que demorei meses para conseguir terminar a leitura. 

O primeiro livro para mim é muito cheio de mimimi, muito teatro: "Te quero aqui, agora. Nesta Mesa", a Ana é aquela garotinha ingênua aceitando coisas inaceitáveis, cogitando assinar um documento para poder ter uma relação, tudo bem que analisando friamente, um casamento não passa de um contrato e que o amor está escasso, mas aquilo tudo ainda é demais e ofensivo. 

O segundo livro ela meio que acorda e o teatrinho diminui muito, Ana e Cristhian conseguem ter um relacionamento aceitável, ainda com as sacanagens e bofetadas, mas sem desrespeitar ninguém, inclusive a própria Ana, além de não ser mais apenas um romance quente e passa a ter algumas ações também. 

Mas, quando achamos que as coisas estão começando a melhorar, puuufff.... vem o terceiro livro, Cinquenta tons de Liberdade não é nada libertador, primeiramente fiquei chocada e decepcionada demais por eles já começarem o livro casados, como assim não ver o casamento mais esperado do ano? Não faz sentido nenhum, além de ter achado aquele início de história muito confusa, cheio de vai e vem, e pensamentos, demorei muito para conseguir entrar na história de verdade, isso atrasou muito minha leitura, depois são intermináveis páginas controladoras, mais teatros cheio de "meu, minha, seu, sua..." Não pode trabalhar, não pode usar isso, não pode fazer aquilo.... como suportar um relacionamento assim? Enjoativo, muito enjoativo. 
Entre as páginas 400 e 500 a leitura fluiu bem, teve mais ação, muita burrice da Sra Gray, mas todo aquele movimento me despertou, carros, seguranças, tiros... tudo isso para mais um final depressivo e nada surpreendente. 

Minha conclusão é que é uma trilogia para quem quer as cenas picantes, nisso eles capricham, cheia de palavrões e descrições minuciosas, sem muito contexto, primeiro o sexo depois a história, não é meu tipo preferido de leitura. 

Ah e claro que temos que falar, muita atenção senhoras, mas sinto muito ao informar que Cristhian Gray não existe, não pense que conhecer um sádico maníaco por controle vai ser bom em algum momento e ele não vai mudar por você.

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